Alexandrina de Balasar

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Carta do Padre Abel Guerra, S.J.,
ao Padre Humberto

 

O P.e Abel Guerra manifesta aqui uma atitude muito humana, mostrando que não tomara demasiado à letra a proibição do Provincial. Aliás, no período quente da proibição, trocara com o P.e Humberto algumas palavras sobre a Alexandrina.

 

Seminário da Torre
Soutelo
Braga

29/X/72

 

Rev.mo Sr. Padre Humberto e meu Excelente Amigo

 

Pois aqui me tem à sua disposição, e com muito gosto da minha parte. Pena é que de pouco lhe possa ser prestável.

À sua primeira pergunta – como conciliar a proibição deita ao P.e Pinho e as cartas que a Alexandrina lhe escreveu num período de tempo da dita proibição – acho que só se pode responder com o facto de a proibição não a atingir a ela, mas só ao Padre. E ele, com efeito, não lhe escreveu durante todo esse tempo, a não ser excepcionalmente um simples cartão de visita, a felicitá-la pela Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, e sito com a minha aprovação (era então seu superior). Estava satisfeito o pedido de Alexandrina ao Santo Padre, pedido que ela fizera por intermédio do Padre Pinho, e o acontecimento era tão jubiloso que o coração não se podia conter. O caso era absolutamente extraordinário; e por isso entendemos que nem ele nem eu desobedeceríamos à ordem dada, com uma ou duas frases apenas de congratulação. Foi isto o que sucedeu, quanto me posso lembrar.

Quanto à segunda pergunta – quem da Companhia pediu as cartas do Padre Pinho à Alexandrina – não lhe sei responder. Talvez a Deolinda o pudesse fazer, que devia estar ao corrente do caso. O falecido Padre António Durão foi lá da parte do Sr. Arcebispo, com o fim de interrogar a Alexandrina. Terá sido ele que levou as cartas? Nada sei a esse respeito. Não estarão elas incluídas no Processo para a beatificação?

E é tudo quanto lhe posso dizer sobre o assunto. Lembro-me sempre de V. Rev.cia. Peço também que me não esqueça nas suas orações.

Amigo deveras in Christo.

Padre Abel Guerra

 

 

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