Alexandrina de Balasar |
O Dia da Natividade de Nossa Senhora merecia à Alexandrina uma comemoração cheia de ternura. Como noutro lado deste Sítio se podem ler muitas das cartas que então lhe dirigia, transcreve-se aqui apenas uma a lembrar a data. Viva o teu doce nome !
Bendita seja a tua pureza e a tua Conceição ! Mãezinha, que hei-de eu dar-te no dia do teu aniversário ? Sou pobrezinha dos bens da terra e, para confusão minha, sou ainda mais pobre dos bens do Céu. Como mais nada tenho para te dar, entrego o meu corpo ; tem sido um instrumento de afronta para Jesus : oh, quanto o tenho ofendido !... Na ânsia que tenho de te festejar e na esperança que tenho que o vais encher da tua pureza e da tua candura, dou-me a ti como escrava, sou tua inteiramente. É por teu amor e por amor do teu Jesus que me deixo escravizar. Dou-me a ti por almas que me são mais queridas, para que te amem e a Jesus com uma amor mais forte e abrasador: quero-as no Céu junto a mim a cantar os vossos louvores. Dou-me pelos ceguinhos que não conhecem a Jesus. Dou-me por os que mais o ofendem. Enfim, Mãezinha, sou tua, não me poupes. Só a ti pertenço e a Jesus. Vendei-me o meu corpo e o meu sangue e comprai com ele as almas. Fazei-me pura, fazei-me santa, dai-me amor que me queime e que me mate: eu quero morrer de amor ! Dai-nos a paz e dai-nos o perdão. Consolai e socorrei o santo Padre. Mãezinha, por teu amor, procurarei não gemer neste dia. Perdoa tudo e aceita este ramalhete de flores em meu nome e em nome do meu Paizinho e das pessoas mais queridas do meu coração. Mãezinha, dai-nos amor e pureza sem fim, e leva-me para o Céu depressa. Dá-me a tua bênção e cobre-me com o teu manto. Tua pobre Alexandrina.
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