Emília
Tavernier nasceu no dia 19 de fevereiro de 1800, em Montreal, Canadá, última dos
quinze filhos de pais humildes, mas virtuosos e trabalhadores.
Quando tinha
quatro anos de idade seus pais morreram, então Emília foi confiada a uma tia
paterna, que a educou. Desde criança, mostrou grande sensibilidade para com os
pobres e miseráveis, demonstrando grande vocação religiosa.
Entretanto, em
1823, casou com João Baptista Gamelin, que compartilhava as suas mesmas
aspirações cristãs. Da união nasceram três filhos, que morreram ainda
pequeninos. Logo em seguida, também seu marido faleceu. Em meio a essas inúmeras
dificuldades, Emília encontrou na Virgem das Dores o modelo para a sua vida de
religiosa e abriu o seu coração à caridade misericordiosa para com os
necessitados. A sua casa, tornou-se refúgio para pobres, idosos, órfãos, presos,
imigrantes, desempregados, surdos-mudos, portadores de deficiência, sendo
espontaneamente denominada pela população de “Casa da Providência”.
Durante quinze
anos multiplicou os seus gestos heróicos, chamando a atenção das autoridades
eclesiásticas locais. Em 1841, o bispo de Montreal, Inácio Bourget, foi a Paris
e pediu que fossem enviadas algumas Filhas de São Vicente de Paulo para fundar
uma comunidade religiosa, mas não foi escutado. Assim, encontrou para a Casa da
Providência outra solução e um plano. Selecionou algumas candidatas da sua
própria diocese e confiou-as a Emília Gamelin. Foi assim que nasceram as Irmãs
da Providência de Montreal.
Depois de ter
sofrido em silêncio muitas provas, Emília Gamelin morreu, vítima de uma epidemia
de cólera, no dia 23 de setembro de 1851. Deixou às suas filhas um exemplo e o
carisma de extrema caridade e misericórdia para com os pobres, hoje presentes em
vários países, desde a América do Norte até a América do Sul.
Em 2001, o
papa João Paulo II reconheceu o heroísmo de suas virtudes e, depois, proclamou a
fundadora, Emília Tavernier Gamelin, bem-aventurada, cuja festa autorizou para o
dia de sua morte.
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