Filho
do Conde Egino, o Barbudo d’Urach e de Inês von
Zähringen, Conrado é nomeado, ainda muito jovem cónego, do cabido de
São Lourenço de Liège (Bélgica). Mais tarde, ele abandona todos os
seus títulos e torna-se monge de Cister na abadia de
Villers-en-Brabant, da qual acaba por ser nomeado Abade em 1209.

Mosteiro de Clairvaux onde estavam os restos mortais de Conrado d'Urash
Como o
permite a “Carta Caritatis” da Ordem ele foi eleito, alguns anos
mais tarde, Abade do Mosteiro no qual a Ordem teve a sua origem, o
de Clairvaux (1214), fundado por São Bernardo. Três anos mais tarde
foi eleito Abade de Citeaux (1217), o que fez dele o Abade geral da
Ordem de Cister.
As
qualidades humanas e espirituais do homem explicam esta ascensão tão
rápida como notável, no seio da Ordem. Durante dois anos ele foi
Superior geral e foi durante esse tempo que ele propôs ao Cabido
geral da Ordem o cântico do “Salve Regina” no fim de cada ofício da
noite.
Durante
o consistório de 8 de Janeiro de 1219 ele foi eleito cardeal por
Honório III. Desde logo começou a exercer algumas funções
diplomáticas. Legado em França, tornou-se muito activo durante a
cruzada contra os Albingenses. Aqui confirma, em nome do Papa a
Ordem dos Pregadores de São Dominicanos. Exerceu, neste mesmo
período algumas missões da Santa Sé em Espanha e na Alemanha.
Enquanto que Legado apostólico do Papa Honório III, ele concedeu, em
1220, à Faculdade de Medina de Montpellier, os seus primeiros
estatutos, o que faz desta a mais antiga faculdade de medicina em
actividade no mundo.
Durante
o conclave de 1227, ele recusou a tiara preferindo que fosse eleito
em seu lugar, o Cardeal
Ugolino de Anagni, que iria depois ser
conhecido sob o nome de Gregório IX
Conrado
desejava seguir as cruzadas na Terra Santa, mas morreu em Bari
(Itália). Conforme seu pedido os seus restos mortais foram
sepultados no mosteiro de Clairvaux. Toda a sua vida esteve sempre
unida à sua vocação monástica, e nos seus últimos dias (segundo o
cronista, ele dizia: “Tivesse agradado a Deus que eu tivesse
permanecido até este dia em Villers, sob a disciplina regular, e que
eu ali tivesse lavado os pratos com os serventes da cozinha”. |